Resenhei Movimento 78, romance de Flávio Izhaki lançado pela Companhia das Letras. O texto saiu na edição de hoje do caderno “Pensar”, do jornal O Estado de Minas. Leia clicando AQUI (em PDF) ou no site do jornal.
Categoria: Leituras
Canto XLIX
“Para os sete lagos”: “Sete Lagos” (七澤) é uma expressão típica da tradição poética chinesa para se referir aos lagos das regiões de Hunan e Hubei, que em tempos antigos pertenciam ao reino de Chou ou Zhou. “Chuva; rio vazio”: os versos de 2 a 31 são baseados em uma sucessão de oito pinturas e […]
Canto XLVIII
“E se o dinheiro fosse arrendado”: v. Canto XLVII e a forma como o Bank of England cobrava juros do governo inglês para emitir moeda. No verso seguinte, uma referência ao “dinheiro que desaparece” (“Schwundgeld”) citado por Silvio Gesell. Em Wörgl, uma cidadezinha austríaca, entre 1932 e 33, Gesell observou que era preciso colar um […]
Canto XLVII
“Que, morto…”: a referência, aqui, é a Odisseu em seu cativeiro na ilha de Circe, o momento em que ele implora à deusa que o deixe retomar sua viagem de volta para Ítaca. Ela concorda, mas diz que ele deve primeiro invocar as ânimas dos mortos, em especial a de Tirésias, que lhe apontará o […]
Canto XLVI
“Reverendo Eliot”: trata-se, é claro, de T. S. Eliot (1888-1971). Eliot converteu-se ao anglocatolicismo em 1927 e passou a explorar temas religiosos em seus escritos. Diferentemente de Pound, que considerava a ideologia da economia de mercado a mola-mestre da cultura capitalista, Eliot pensava que a religião era o que havia de mais importante na sociedade. […]
Canto XLV
Antes de passar às notas sobre o Canto, publico aqui outra (bela) tradução do mesmo, feita em conjunto por Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos, e publicada no volume Ezra Pound – Poesia (São Paulo: HUCITEC; Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1993), encontrável nos sebos. Para as notas, seguirei usando a tradução […]
Canto XLIV
“E”: Pound inicia o Canto dessa forma a fim de sublinhar a força das reformas perpetradas por Pietro Leopoldo na Toscana após se tornar Grão-Duque. É algo similar ao início do Canto XXXVII, com aquele “Você não vai (…) metê-los na cadeia por dívidas” de Martin van Buren. Pietro Leopoldo (1747-92), filho de Francisco I […]
Canto XLIII
“serenissimo Dno”, “sereníssimo Senhor”: esta e as seguintes são frases do Documento C (v. Canto anterior). “et omnia alia juva [jura]”, “e todos os outros direitos”; “eiusdem civitatis Senén” [“ejusdem Civitatis Senarum”], “da mesma cidade de Siena”. A partir de “no terceiro lugar” estão as garantias oferecidas pela cidade de Siena à família Ducal florentina […]
A quinta década dos Cantos XLII-LI (1937)
CANTO XLII A fundação do Monte dei Paschi, em Siena. CANTO XLIII Ainda o Monte dei Paschi. Demóstenes, “Contra Zenothemis”. Escândalo de Teapot Dome. CANTO XLIV As reformas de Pietro Leopoldo. Invasão napoleônica da Toscana, tornada Reino da Etrúria. O caráter de Maria Luísa. CANTO XLV O célebre “Canto da Usura”. CANTO XLVI No […]
Canto XLII
“Palmerston”: Henry John Temple, 3º Visconde Palmerston (1784-1865), político britânico e lider do Partido Liberal. Foi primeiro-ministro entre 1855 e 65. Pound cita uma carta dele para John Russell (1792-1898), outro político liberal, escrita em 1863. Palmerston reaparece nos Cantos 52, 89 e 104, e é apresentado sempre favoravelmente. “re / Chas. H. Adams”: Charles […]