Notas para um discurso fúnebre (II)

And yet nothing has been changed except what is Unreal, as if nothing had been changed at all. – W. Stevens. 1. Para Wölfflin, a história da arte é a história das suas formas; trata-se de evidenciar “como esta beleza encontrou a sua forma”. Didi-Huberman celebra sua imensa visão teórica, mas sublinha supostas limitações: o […]

Suspensões

I No “Problema I” de Temor e Tremor¹, nós nos deparamos com a seguinte questão formulada por Johannes de silentio: há uma suspensão teleológica da ética? Logo no início de sua reflexão, Johannes afirma que a tarefa ética do Indivíduo é “despojar-se do seu caráter individual para alcançar a generalidade”. Este seria o telos do […]

Søren não era surdo

É por essas e outras que, embora tenha formação em Filosofia, prefiro não ser chamado de “filósofo”. Não quero ser confundido com essa gente que toma a atitude fascista de não aceitar dialogar com alguém que (adivinha só) considera fascista. Porque assim é muito fácil, não? E que burrice gigantesca. Um misto de desonestidade intelectual […]

Aliança possível

Resenha publicada ontem no Estadão. Judith Butler celebrizou-se no Brasil pelo que ocorreu em 2017, e não me refiro ao lançamento de Caminhos Divergentes – Judaicidade e Crítica do Sionismo. Em novembro, quando veio a São Paulo para o colóquio “Os Fins da Democracia”, uma horda assomou à porta do SESC Pompeia e ateou fogo […]

“In God’s name, when was that?”

“The path took Henry Pimber past the slag across the meadow creek where his only hornbeam hardened slowly in the southern shadow of the ridge and the trees of the separating wood began in rows as the lean road in his dream began, narrowing to nothing in the blank horizon, for train rails narrow behind […]