Notas para um discurso fúnebre (II)

And yet nothing has been changed except what is Unreal, as if nothing had been changed at all. – W. Stevens. 1. Para Wölfflin, a história da arte é a história das suas formas; trata-se de evidenciar “como esta beleza encontrou a sua forma”. Didi-Huberman celebra sua imensa visão teórica, mas sublinha supostas limitações: o […]

“In God’s name, when was that?”

“The path took Henry Pimber past the slag across the meadow creek where his only hornbeam hardened slowly in the southern shadow of the ridge and the trees of the separating wood began in rows as the lean road in his dream began, narrowing to nothing in the blank horizon, for train rails narrow behind […]

Humboldt

Voltei a O Legado de Humboldt uns vinte anos após a primeira leitura. É um dos livros que fizeram a minha cabeça naquela idade ébria para os que têm senso de humor e insuportável para os que têm um pingo de bom senso (eu gostava de pensar que tinha um pouco de cada) (estava errado, é […]

Conexões

Berardinelli toca na ferida da discussão que ronda os dilemas de quem prefere fazer Filosofia ou literatura por meio de um método de perfeição técnica que, na realidade, é uma covardia diante do pesadelo do paradoxo. Se quisermos complementar o que ele escreveu anteriormente, ‘os clássicos’ não foram apenas ‘escritos para um público de leitores’, […]

Você e eu somos reais, não somos?

David olhava pela janela. — Teddy, sabe no que é que eu estava pensando? Como é que a gente distingue as coisas que são reais das que não são? O ursinho rearranjou suas alternativas. — Coisas reais são boas. — E será que o tempo é bom? Eu acho que a mamãe não gosta muito […]

Não se preocupe

“Eu morava numa casa de oitocentos metros quadrados dispostos em quatro pavimentos. O que inviabilizou nossa permanência nessa casa foi meu pai ter sido colocado em definitivo na cadeira de rodas. A entrada nos setenta acelerou uma debilitação que até então fora branda, um calmo exercício de evacuação feito pela brigada de incêndio sucedido pelo […]

Dr. Bucéfalo

“(…) Hoje — isso ninguém pode negar — não existe grande Alexandre. É verdade que muitos sabem matar; também não falta habilidade para atingir o amigo com a lança sobre a mesa do banquete; e para muitos a Macedônia é estreita demais, a ponto de amaldiçoarem Filipe, o pai — mas ninguém, ninguém, sabe guiar […]