Entrevista publicada no Estadão em 19.05.2026. A escritora brasiliense Paulliny Tort encarou um desafio e tanto ao escrever Os imortais (Fósforo): um romance situado na pré-história sobre o encontro entre indivíduos neandertais e Homo sapiens, exemplos, respectivamente, de uma espécie em vias de extinção e de outra que mal iniciava sua jornada. Na entrevista abaixo, ela […]
Categoria: Resenhas
Fuga com direção
Resenha publicada no Estadão em 05.05.2026 (na edição impressa, em 12.05.26). Clique nas imagens para ampliar ou leia o texto abaixo. Lá é o tempo, de Maria Fernanda Maglio, foge de resoluções fáceis ao lidar com amizade, violência e memória. Uma forma de apresentar Lá é o tempo (Todavia), segundo romance da paulista Maria Fernanda […]
O barão partido ao meio
Resenha publicada no Estadão. Em O retorno do barão de Wenckheim, Krasznahorkai constrói uma narrativa de muitas vozes num mundo em extinção. É preciso ressaltar logo de cara duas das maiores qualidades do romance O retorno do barão de Wenckheim (Companhia das Letras, tradução de Zsuzsanna Spiry), de László Krasznahorkai: o humor e o ritmo. […]
As parábolas de Vollmann
Resenha publicada no Estadão em 25.10.2025. Central Europa, um dos melhores romances do século XXI, é lançado no Brasil. Antes de nos concentrarmos em Central Europa (Companhia das Letras, tradução de Daniel Pellizzari), convém apresentar seu autor, cuja originalíssima produção ficcional era até o momento ignorada pelas editoras brasileiras — em 2010, a Conrad publicou […]
Sobre “Natação”, de Luis S. Krausz
Resenha publicada em 03.07.2025 no Estadão (online) e na edição impressa de 08.07. A PEÇA FALTANTE Em Natação, Luis S. Krausz escreve um belo e inusitado romance de formação. Do ponto de vista de seus colegas de escritório, Alberto Schwartz é um peixe fora d’água, alguém que exerce mal as funções para as quais é […]
Resenha de “Sem despedidas”, de Han Kang
Resenha publicada em 20.05.2025 no Estadão. PROCISSÃO DE FANTASMAS Em Sem despedidas, Han Kang recria traumas do passado sul-coreano. Em uma nota ao final de Sem despedidas (Todavia, tradução de Natália T. M. Okabayashi), a nobelizada sul-coreana Han Kang afirma: “Espero que esta seja uma obra sobre amor genuíno”. Em seus piores momentos, de fato, […]
Órbita comprometida
Resenha publicada em 17.05.2025 no Estadão. QUANDO NADA ACONTECE Samantha Harvey não sobrevive à reentrada no premiado Orbital Parafraseando as palavras de João Guimarães Rosa no conto “O espelho”, quando nada acontece, há um planeta indo para o saco. De fato, uma boa forma de ler Orbital (DBA, tradução de Adriano Scandolara) talvez fosse a […]
Uma leitura de “Nobel”, de Jacques Fux
Artigo publicado na Cult em 11.04.2018 No oceano de picaretagem que cerca as ilhas desoladas que são os meios literário e acadêmico brasileiros, poucas noções (pois raras são aquelas que, hodiernamente, chegam a ser conceitos) navegam com tanta facilidade e são tão constrangedoras quanto a de “autoficção”. A coisa está ancorada em uma espécie de […]
Cărtărescu no “Pensar”
Resenhei “Solenoide” (ed. Mundaréu, tradução de Fernando Klabin), de Mircea Cărtărescu, para o caderno “Pensar” do jornal Estado de Minas. Leia AQUI (PDF) ou AQUI.
Paisagens fugidias
Resenha publicada em 21.12.2024 no Estadão. A certa altura do elusivo “As planícies”, o narrador discorre sobre paisagens influentes, mas raramente vistas. Eis aí uma bela forma de apresentar o australiano Gerald Murnane. Nascido em 1939, ele já foi descrito como o maior prosador de língua inglesa sobre quem a maioria das pessoas nunca ouviu […]
