Na terceira margem

Texto publicado hoje n’O Popular. Em se tratando das extravagâncias literárias que, dada a preguiça de pensar em um termo melhor, entendidos e desentendidos costumam classificar como “pós-modernistas”, a prosa de Donald Barthelme (1931-1989) está entre as melhores. Há outros autores, a maioria deles bem diferente entre si — só a preguiça explica essa mania […]

Dos finais felizes

Em uma carta1 para a filha, William Gaddis conta que um editor inglês se recusou a publicar Carpenter’s Gothic porque o livro seria “doloroso demais”. Lançado em 1985, o terceiro romance do autor é, de fato, o mais doloroso — e o menos engraçado — de seus livros, além de ser o mais o curto dentre […]

Pensata

É perfeitamente possível ler ‘O Matador’, de Patrícia Melo, ou ‘Pssica’, de Edyr Augusto, ou ‘Um Céu de Estrelas’, de Fernando Bonassi, e enxergar ali ‘comentários’ relativos à nossa erosão social, mas é inaceitável reduzi-los a isso ou, pior, rejeitar obras que não se enquadrem nesse modelo de leitura escusatório. A força de cada um […]

Tokarczuk & Handke

Fui à redação do Estadão e conversei com Ubiratan Brasil e Maria Fernanda Rodrigues sobre as obras de Olga Tokarczuk e Peter Handke, os mais novos agraciados com o Nobel de Literatura. Assista ao bate-papo AQUI.

A literatura e o 11/09

Na edição de ontem do Estadão, publicaram um artigo meu sobre como a literatura vem lidando com os atentados de 11/09 e suas consequências. Também fiz uma lista com obras que, mal ou bem, abordam o tema, algumas delas (das melhores, claro) ainda inéditas no Brasil. Na correria, esqueci de incluir “The Suffering Channel”, conto […]

Quem puxa a ponta do próximo Kleenex?

Texto publicado hoje n’O Popular. Em 1992, o bósnio Aleksandar Hemon viajava a passeio pelos Estados Unidos quando a Guerra dos Balcãs estourou. Voltar para casa era loucura, ou mesmo impossível. Nascido em 1964, em Sarajevo, ele já era um escritor promissor em seu país natal, o qual logo seria fragmentado e devastado por aquele […]

Noite eterna

Texto publicado hoje n’O Popular. “Caracas parecia acolhedora e ao mesmo tempo terrível”, escreve Karina Sainz Borgo em Noite em Caracas, “o ninho aquecido de um animal que me olhava com olhos de serpente raivosa em meio à escuridão.” Romance de estreia da venezuelana nascida em 1982, lançado no Brasil pela Intrínseca (com tradução de […]