Ali

“De fato, Smith transpõe sem muita sutileza (o que, nesse caso, não é ruim) a estupefação experimentada por qualquer pessoa com um mínimo de discernimento quando confrontada com a estupidez que escorre das situações mais banais. Ela o faz com sua prosa inventiva, repleta de jogos verbais, trocadilhos e rimas muito bem traduzidos por Caetano […]

Chandler

“Raymond Chandler (1888-1959) é, ao lado de Dashiell Hammett, um dos alicerces da literatura noir norte-americana, especialmente no âmbito do que se convencionou chamar de hard-boiled. Espécie de subgênero, o hard-boiled é muitíssimo bem representado por personagens como os detetives particulares Sam Spade (criação de Hammett) e Philip Marlowe (concebido por Chandler). Nas narrativas protagonizadas […]

Ao redor e de volta ao começo

Resenha publicada em 26.07.2014 no Estadão. Os Luminares é uma espécie de quebra-cabeças que vai se esfarelando. É como se, no decorrer da montagem, perdêssemos o interesse pelo todo da paisagem e nos atêssemos a determinadas peças e conjuntos de peças, a certos recortes. Com suas quase novecentas páginas que se permitem ler sem maiores […]

Crônica de devastações

Resenha publicada em 13.06.2014 no Estadão. Desde que estreou na literatura com No bosque da memória, agraciado com um prestigioso Edgar Award em 2008, Tana French vem se dedicando a esquadrinhar a fictícia Divisão de Homicídios da polícia de Dublin. Ela o faz alternando os narradores-protagonistas de suas longas e minuciosas narrativas. Porto Inseguro é […]

A rarefação do luto

Há uma passagem de Altos voos e quedas livres em que o escritor inglês Julian Barnes, falando sobre a “perda de profundidade” inerente ao luto, aborda o seu aspecto, por assim dizer, contingenciador: a pessoa morta “não existe realmente no presente, e não inteiramente no passado, mas num tempo de verbo intermediário, o passado-presente”. A […]