Autor: André de Leones

O lugar mais baixo da Terra.

[Mais um pequeno trecho do meu romancemprogresso.] . . Outra pequena viagem dentro da viagem maior. A massa azulada disforme, quieta, mais e mais próxima, como se estivesse se arrastando em direção a eles e não o contrário. O lugar mais baixo da Terra, lera em um dos folhetos que Arthur lhe dera. Aqui, à […]

Eu faço drama:

minha peça CONCERTO PARA QUATRO VOZES E ALGUMA MEMÓRIA será apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, de 11 a 15 de maio. Ela foi escrita para o projeto Nova Dramaturgia Brasileira e dirigida por Cristina Moura.

Ao sul, onde a infância é uma faca cravada na garganta.

Incêndios / Incendies [Denis Villeneuve, 2010] Adaptação de uma peça de Wajdi Mouawad, “Incêndios” começa pontuado pela canção “You and Whose Army“, do Radiohead. Estamos no Líbano, no meio da guerra civil que devastou o país no final do século passado. Crianças têm suas cabeças raspadas por guerrilheiros. Em seguida, viajamos ao Canadá dos dias […]

Bogie.

Humphrey nasceu em Nova York, no finalzinho do século XIX. Ele nasceu no dia de Natal. O pai dele se chamava Belmont e era um médico com diplomas da Columbia e de Yale. A mãe dele se chamava Maud e era artista gráfica, dizem que muito bem sucedida. Eles viviam no Upper East Side, que […]

MC Sapinho de Israel.

O texto abaixo foi originalmente publicado no jornal O Globo, suplemento “Prosa & Verso”, em 23 de janeiro de 2010. Eu o estou republicando aqui porque o personagem da matéria, o funkeiro carioca-israelense MC Sapinho de Israel, aparecerá no “Fantástico” daqui a alguns dias. Segundo me disseram, alguém leu o que escrevi, achou bacana e […]

Agália

Uma das inúmeras versões anteriores (não sei o que fiz da mais recente) do meu conto “A Inutilidade” foi publicada na edição 95-96 da revista Agália (a partir da página 269). Trata-se de uma publicação internacional da Associaçom Galega da Língua (AGAL), editada trimestralmente desde 1985 na Galícia, Espanha. Agradeço a Carmen Villarino, professora da Universidade […]

Algumas notas sobre "Pickpocket"

1. A seguinte piada: certo dia, Orson Welles adentrou uma sala de cinema em Paris sem checar o que estava passando. Pouco depois, saiu correndo apavorado, aos berros: “Meu Deus! É um filme de Robert Bresson!”. A meu ver, a piada diz mais respeito a Welles do que a Bresson. 2. Aquilo que Stanley Kubrick […]