Fuks

julian511

“Há um belo momento de inflexão em A Resistência, já no terço final do romance, em que Sebastián, o narrador, fala sobre como está escrevendo o próprio ‘fracasso’, vacilando ‘entre um apego incompreensível à realidade – ou aos esparsos despojos de mundo que costumamos chamar de realidade – e uma inexorável disposição fabular, um truque alternativo, a vontade de forjar sentidos que a vida se recusa a dar’. Tal ‘vacilo’, contudo, é o que confere sentido à narrativa de Julián Fuks sobre adoção (de alguém por uma família; de qualquer pessoa pelo lugar onde se encontra, seja o ambiente familiar, seja a cidade ou o país em que vive), exílio e memória.”

Trecho da minha resenha d’A Resistência, romance de Julián Fuks, publicada na edição de sábado (05.12.2015) do Estadão. Leia na íntegra AQUI.