Distopia brutalista

battle

Nas quase setecentas páginas do livro, Takami dedica bastante tempo à maior parte dos personagens, explicando motivações, explicitando melhor e aos poucos determinadas circunstâncias e jogando com os diversos pontos de vista e as expectativas do leitor. Por mais que sofra de um certo didatismo (o psicologismo nem sempre funciona) e de um lirismo meio desajeitado nas cenas mais intimistas, é inegável o domínio do autor quanto à estrutura traçada, à cadeia de acontecimentos e à escalada aterradora de violência.

— Trecho da minha resenha de Battle Royale, de Koushun Takami, publicada n’O Estado de S. Paulo em 31.03.2014. Clique AQUI e leia na íntegra.