FW – notas (II)

::: Instaurada a cena (HCE), o segundo capítulo do Livro I trata de contaminá-la com o obsceno. Se, comparativamente ao diurno Ulysses, o Finnegans Wake se coloca contra o dia, o capítulo se põe/insurge contra a cena. É obscenus, mas também obscaenum, onde caenum remete à sujidade: no “nosso mais esplêndido parque”, HCE é confrontado por um sujeito de aspecto “luciferante”, alguém […]

FW – notas

::: Lendo Finnegans Wake, de James Joyce. Lendo Finnicius Revém (cinco volumes, alguns dos quais esgotados, ed. Ateliê), a tradução de Donaldo Schüler. Lendo, lendo, lendo. ::: A História como um pesadelo cíclico, confirmado pela própria estrutura do romance, um círculo completo que anoitece e amanhece conforme (ainda que disformemente) as quatro idades viconianas: teocrática, aristocrática, democrática […]

No “Correio”

Na edição de hoje do Correio Braziliense, há uma bela matéria assinada por Nahima Maciel sobre como a literatura contemporânea tem refletido acerca da crise política brasileira. Estou por lá discorrendo um pouco sobre meu romance Abaixo do paraíso e o momento pelo qual passamos. Leia na íntegra AQUI. Abaixo, publico minhas respostas às questões propostas por Nahima Maciel, algumas […]

Pais e filhos

::: Demorei muito para ler O Iluminado, de Stephen King, porque (diferentemente do autor) gosto bastante da adaptação cinematográfica de Stanley Kubrick. Eu sempre soube (porque me disseram) que o livro tinha outra pegada, mais aterrorizante, por um lado, e melhor resolvida (em termos estruturais), por outro. Quis conviver com o filme de Kubrick (visto […]

As ruínas de Maggie

Resenha publicada em 06.12.2014 no Estadão. O romance Skagboys, do escocês Irvine Welsh, é um prequel, ou seja, um retorno aos personagens de Trainspotting e Pornô, mas situando a narrativa em um período anterior ao dos outros livros que, agora, formam com ele uma trilogia. Assim, retornamos à prosa inventiva, escatológica e coloquial do autor, com frequência calcada no […]

Hosana

“O romance Hosana na Sarjeta, de Marcelo Mirisola, não é bem uma história de amor, claro, mas uma odisseia mundana que, embora não tenha uma Ítaca à vista, traz de volta aquele inconfundível narrador-protagonista e, com ele, um par de ‘sereias’. Dada a intensidade com que ele se envolve com essas duas mulheres, e tendo […]

Artesão da memória

Resenha publicada em 17.10.2014 no Estadão. A certa altura de Minha Vida sem Banho, novo romance do paulistano Bernardo Ajzenberg, lemos (e peço desculpas pela citação um tanto longa): “Penso muito na paciência e na perseverança dos maratonistas ou na calma e autoconfiança dos nadadores de longos percursos, aquelas pessoas que avançam devagar numa piscina, indo […]