Conexões etc.

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::: Ferreira Gullar faleceu no final da semana passada. Leia AQUI uma excelente entrevista concedida por ele ao pessoal da Dicta & Contradicta há alguns anos.

::: Na Turquia, por razões que a própria razão desconhece, escritores têm escapado à sanha vingativa de Erdogan, veja só.

::: Filipe Siqueira escreve com sua gloriosa rabugice (“o futuro da cultura nerd é se tornar um jardim de infância”) sobre a Comic Con.

::: Em sua kitinete almodovariana de 900m², Carlinhos discorre longamente sobre o fim da casa editorial (sic) Cosac Naify e o estatuto ontológico da cafonice. Entrevista divertida, hein?.

::: Fukuyama, o Último Homem™, escreve:

What is surprising is not that there is populism today, but that the populist upsurge took as long as it did to materialize. Now it’s up to the elites to fix damaged institutions and to better buffer those segments of their own societies that have not benefited from globalization to the same extent.

::: Bruno Garschagen lança mão de Michael Oakeshott para nos alertar sobre os perigos do racionalismo dogmático AQUI.

::: Na Folha, Maria Esther Maciel resenha o excelente Tentativas de Capturar o Ar, romance de Flávio Izhaki.

::: Fabrício Cordeiro resenha Elle, de Paul Verhoeven, para a Revista Janela. Um trecho:

Em Elle, a imagem do estupro (reforço: a imagem) é tão questionada quanto questionadora, ganhando concretude imagética a partir do momento em que se inicia o perturbador acordo entre Michèle e seu agressor, relação delicadamente situada entre o que é atuação e o que não é (ou seja, uma mistura insolúvel da cena com o obsceno, mais uma vez). Até que isso aconteça, o ato do estupro em si nunca será testemunhado de fato pela narrativa (…).

::: Por fim, algumas notas de Giorgio Agamben sobre Deleuze e o self-enjoyment AQUI.