Conexões etc.

Links, citações, microrresenhas, apontamentos.
Sempre às quintas.

olowska

In painting, sculpture, performance and collage, Olowska began to weave these “failed” visual cultures into art. Her work quotes from a wide range of utopian Modernisms: the Russian avant-garde, Bauhaus, Esperanto, Polish cabaret theater. But it is those projects that deal specifically with the lost visual symbols and cultures of Poland during the Cold War for which she is best known. (…)

Emily Witt escreve sobre a obra fantasmagórica da artista plástica polonesa Paulina Olowska para o NY Times, AQUI.

……

No Estadão, Rodrigo Cássio Oliveira escreve sobre como alguns críticos viram nuances que simplesmente não estão em Aquarius, que “evita a todo custo que alguém se sinta desconfortável com Clara. Ao contrário, o filme promove uma identificação plena com a personagem, aproximando-a ‘afetivamente’ por meio de uma narrativa plácida e cheia de indulgências. Em seu texto na revista Cinética, Andrea Ormond afirma que Clara ‘não é muito diferente’ de seu antagonista (o jovem empreendedor que quer comprar o seu prédio), e que ninguém ‘tem razão’ em Aquarius. Essas afirmações falsificam a estrutura narrativa do filme, omitindo a sua óbvia preferência pela protagonista”. Leia na íntegra AQUI.

……

In the Wachowskis’ work, the forces of evil are often overwhelmingly powerful, inflicting misery on humans, who maintain their faith until they’re saved by an unexpected miracle. The story of the making of Cloud Atlas fits this narrative trajectory pretty well.

Este já conta com uns aninhos, mas vale muito a pena ler o artigo assinado por ninguém menos que Aleksandar Hemon para a New Yorker, AQUI, sobre a produção do filme Could Atlas e os Wachowski.

……

Shimon Peres morreu ontem, e uma infinidade de artigos, análises e coisas do tipo tomaram a nossa atenção de assalto. Como sempre, poucos dizem algo de novo ou sequer interessante sobre o líder israelense. Gostei DESTE necrológio assinado por Marilyn Berger e publicado pelo NYT; é um bom panorama da vida do incansável oleh.

E, no Haaretz, Gideon Levy dá a letra:

He thought the way to please was by compromising with everyone, and he ended up not pleasing anyone. He got his desire only in his last position – as president he’s supposed to please everyone, and in return the people gave him what he always wanted. The times had changed, the heroes had changed and with them the spirit of the times, and so the outsider finally became a legitimate heir.

Leia na íntegra AQUI.

……

Li Cloud Atlas ou, na excelente edição brasileira, Atlas de Nuvens, de David Mitchell. Algumas passagens engraçadas, estruturação engenhosa, mas muito irregular (o “romance policial” é de uma chatice monumental, por exemplo). Fiquei lembrando das “personificações” de Stencil no terceiro capítulo de V., de Pynchon, mas depois pensei que a comparação era covardia; o capítulo citado, sozinho, é melhor do que todo o livro de Mitchell, cujo maior problema é o desfecho melodramático, no qual o autor (pela pena de um personagem meio bocó, cuja morte eu torci para que acontecesse) sublinha com pincel atômico do que é que se trata a porra toda, num apelo tão desajeitado quanto patético:

Se cremos que a humanidade pode transcender a força bruta, se cremos que as diferentes raças e fés podem compartilhar este mundo de modo tão pacífico quanto os órfãos compartilham o pé de nogueira-de-iguape, se cremos que os líderes hão de ser justos, a violência contida, o poder responsável e as riquezas da Terra e seus Oceanos compartilhada de modo equânime, um tal mundo há de realizar-se. (…)

Paguei R$ 74,90 e atravessei 538 páginas para chegar a isso? Quanto mais penso a respeito, mais pusilânime acho a brincadeira.

Sigamos.